Igreja evangélica casa homossexuais -
Igreja evangélica casa homossexuais - 4/5/2004
Outros Jornais
DIÁRIO DA MANHÃ (GO) - BRASIL
Alternativa
O primeiro templo que aceita e realiza casamentos de pessoas do mesmo sexo já funciona no Rio
O primeiro templo evangélico do País que aceita homossexuais foi inaugurado no fim de semana, no centro do Rio. Um sobrado na Rua Mem de Sá, reduto de boemia, abriga a Igreja da Comunidade Metropolitana. Um casamento homossexual marcaria a inauguração da igreja, mas ele foi antecipado para sexta-feira (30), para evitar o assédio da imprensa. O casal pediu privacidade.
A congregação norte-americana existe há 35 anos e há dois tem adeptos em 20 Estados brasileiros. O templo terá dois cultos aos domingos e decoração simples, com cadeiras, palco e um púlpito. O palco servirá para shows gospel com drag queens, como forma de atrair fiéis. Durante a semana, a igreja abrirá as portas para atendimento social a portadores do vírus HIV.
“Fomos muito bem recebidos pela vizinhança, mas contratamos 50 seguranças por causa da homofobia evangélica. Temos encontrado alguma resistência por parte deles”, diz o pastor Marcos Gladstone, fundador da igreja no Brasil.
Conselheiro da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil, o pastor Ronaldo Fonseca não acredita em conflitos. “Eles estão com medo porque não são muito machos. No Brasil não tem espaço para a intolerância de conceitos religiosos. Toleramos absurdos até maiores do que esse”.
Fonseca criticou a inauguração do templo que recebe homossexuais. “Acho um equívoco totalmente absurdo a igreja evangélica favorecer essa classe. Deus não é a favor do pecado que eles cometem e isso tem cura, tanto no aspecto espiritual quanto no patológico. Os evangélicos devem ajudar.”
Advogado, 28 anos, de família protestante, Gladstone abandonou sua religião por se sentir discriminado. Descobriu a Comunidade Metropolitana e passou a difundi-la no País. “Não é uma igreja só para gays, mas que aceita gays. Mães e familiares de homossexuais também acompanham nossos encontros - são sete células aqui no Rio”, explica.
O movimento gay comemorou a abertura do templo. “Do ponto de vista social é importante que as pessoas tenham um espaço em que possam seguir sua fé sem sofrer discriminação”, afirmou o vice-presidente do Grupo Arco-Íris, Luiz Cláudio Freitas, ressaltando que a organização não é ligada a nenhuma religião.
http://www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=56209
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DIÁRIO DA MANHÃ (GO) - BRASIL
Alternativa
O primeiro templo que aceita e realiza casamentos de pessoas do mesmo sexo já funciona no Rio
O primeiro templo evangélico do País que aceita homossexuais foi inaugurado no fim de semana, no centro do Rio. Um sobrado na Rua Mem de Sá, reduto de boemia, abriga a Igreja da Comunidade Metropolitana. Um casamento homossexual marcaria a inauguração da igreja, mas ele foi antecipado para sexta-feira (30), para evitar o assédio da imprensa. O casal pediu privacidade.
A congregação norte-americana existe há 35 anos e há dois tem adeptos em 20 Estados brasileiros. O templo terá dois cultos aos domingos e decoração simples, com cadeiras, palco e um púlpito. O palco servirá para shows gospel com drag queens, como forma de atrair fiéis. Durante a semana, a igreja abrirá as portas para atendimento social a portadores do vírus HIV.
“Fomos muito bem recebidos pela vizinhança, mas contratamos 50 seguranças por causa da homofobia evangélica. Temos encontrado alguma resistência por parte deles”, diz o pastor Marcos Gladstone, fundador da igreja no Brasil.
Conselheiro da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil, o pastor Ronaldo Fonseca não acredita em conflitos. “Eles estão com medo porque não são muito machos. No Brasil não tem espaço para a intolerância de conceitos religiosos. Toleramos absurdos até maiores do que esse”.
Fonseca criticou a inauguração do templo que recebe homossexuais. “Acho um equívoco totalmente absurdo a igreja evangélica favorecer essa classe. Deus não é a favor do pecado que eles cometem e isso tem cura, tanto no aspecto espiritual quanto no patológico. Os evangélicos devem ajudar.”
Advogado, 28 anos, de família protestante, Gladstone abandonou sua religião por se sentir discriminado. Descobriu a Comunidade Metropolitana e passou a difundi-la no País. “Não é uma igreja só para gays, mas que aceita gays. Mães e familiares de homossexuais também acompanham nossos encontros - são sete células aqui no Rio”, explica.
O movimento gay comemorou a abertura do templo. “Do ponto de vista social é importante que as pessoas tenham um espaço em que possam seguir sua fé sem sofrer discriminação”, afirmou o vice-presidente do Grupo Arco-Íris, Luiz Cláudio Freitas, ressaltando que a organização não é ligada a nenhuma religião.
http://www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=56209
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